Inovação e Economia Colaborativa

As novas tecnologias viabilizaram novos produtos e serviços digitais, canais alternativos de distribuição e redução de custos de transação. Ao mesmo tempo, permitiram ao consumidor ganhar mais autonomia na busca por bens e serviços criativos. Ademais, as novas tecnologias compõem parte da concepção da economia criativa enquanto estratégia de desenvolvimento, uma vez que abrem oportunidades para empreendimentos criativos na geração de emprego e renda e alimentam a participação cidadã nas temáticas políticas e socioeconômicas.

As novas tecnologias permitiram o desenvolvimento de sistemas e redes abertos alimentados por criações e inovações variadas, mas geram concomitantemente dificuldades quanto à garantia dos direitos de propriedade intelectual dos bens e serviços criativos. Além disso, a educação vem exigindo uma nova organização capaz de formar capital intelectual para os setores criativos, de forma que o Brasil precisará voltar sua atenção para o estímulo à criatividade e à transversalidade do conhecimento em seus sistemas educacionais.

 

 

Pesquisas Atreladas ao Eixo de Atuação:

 

Inovação e Economia Colaborativa

Coordenação: Prof. Dr. Fabro Boaz Steibel

A “economia colaborativa” refere-se a um conjunto de práticas relacionadas ao compartilhamento e à troca de bens e serviços, dentre os quais se podem citar espaços, habilidades, tempo e dinheiro. A economia colaborativa está baseada no acesso aos recursos – em vez da propriedade deles – e opera por meio de plataformas de comunicação digitais, na qual se desenvolvem o compartilhamento desses recursos e a construção de confiança entre as partes em negociação. As empresas que operam as plataformas peer-to-peer podem ser pensadas como “inovações disruptivas”.

O projeto foca-se no papel da inovação e economia criativa nas cidades, focando-se sobre os modelos de negócio que surgem baseados na troca de trabalho entre empresas e consumidores, governo e cidadãos. Temas abordados incluem economia do compartilhamento, crowdsourcing, aplicativo de compartilhamento de bens, dentre outros.

Status: Finalizada.

 

 

Inteligência Artificial e o impacto da tecnologia no desenvolvimento de campanhas políticas: uma análise das campanhas dos candidatos para as prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo em 2020

Projeto aprovado na Chamada Universal MCTIC/CNPq No. 28/2018, conforme lançamento da Chamada no Diário Oficial da União em 01/08/2018 (Faixa A: R$ 30.000)

Coordenação: Prof. Dra. Adriane Figueirola Buarque de Holanda

Integrantes: Prof. Dr. Diego Santos Vieira de Jesus e Prof. Dra. Cynthia Harumy Watanabe Correa (USP)

A pesquisa se propõe a estudar a inteligência artificial como método para o desenvolvimento de campanhas eleitorais personalizadas com base no big data e no deep learning. O tema Internet e Politica tem sido objeto de um conjunto significativo de trabalhos, que consideram principalmente o uso dos websites e redes sociais como parte da estratégia eleitoral dos partidos políticos e, principalmente, avaliam o seu potencial democratizante no que concerne às disputas entre diferentes partidos políticos ou à competição interpartidária, com base nas hipóteses da equalização e da normalização. O estudo se propõe a investigar uma alternativa analítica, que considera a inteligência artificial uma ferramenta importante para o marketing político e eleitoral.

Status: Em andamento.