XLI Encontro da ANPAD – EnANPAD 2017

Data: 01-04/10/2017
Local: São Paulo
Trabalho apresentado pelo aluno Leonardo Zeitune e Professor Daniel Kamlot, ambos integrantes do LCC
Artigo: Renda e sua relação com o Consumo Consciente
Um Estudo com Jovens Universitários Cariocas

Leonardo Zeitune, Veranise Dubeux e Daniel Kamlot

Os conceitos sobre termos relacionados à responsabilidade social passaram estão cada vez mais presentes no ambiente que nos cerca, com foco nas discussões em várias áreas da sociedade, em especial no meio acadêmico, empresarial e no setor público. Recentemente, diversos e expressões como “consumo consciente”, “responsabilidade socioambiental” e “sustentabilidade”, entre outras, passaram a ser notadas em profusão, ainda que os consumidores não tenham uma íntegra noção de seu significado ou mesmo do valor relacionado a elas.
Quando se observam os consumidores mais jovens, nota-se que constituem o grupo com menores preocupações quanto a consumir de forma responsável ou consciente. Tal fato seria explicado por nesse período de vida as pessoas serem mais individualistas, preocupadas em atender suas próprias necessidades. É certo que, para um atendimento pleno das necessidades, seria indispensável haver disponibilidade financeira, capaz de permitir a obtenção de eventuais produtos ou serviços, de forma consciente ou não.
Tendo em vista essa situação, o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do LCC (Laboratório de Cidades Criativa) tem seu foco direcionado a explorar como um segmento social específico – a juventude – compreende e traduz o conceito e as questões que envolvem as práticas relacionadas ao consumo consciente. Assim, objetiva-se avaliar o consumo socialmente responsável dos jovens universitários cariocas, identificando se a decisão de consumo consciente dos estudantes residentes na cidade do Rio de Janeiro depende da variável sócio-demográfica renda média familiar.
A partir da avaliação dos resultados diferente inferências estatísticas, verificou-se que poucas afirmativas possuem alguma relação com a variável renda, o que significa dizer que a renda média familiar não é um fator que molda o comportamento de consumo consciente dos jovens. Independente da variável, os jovens, por vezes, se mostram conscientes de que realizar um consumo responsável e sustentável traz inúmeros benefícios para o meio ambiente e a sociedade como um todo.
Dentre as implicações dos resultados apresentados, destaca-se o fato de que os sujeitos pesquisados demonstram interesse em despender alguns reais a mais a fim de colaborar para um impacto positivo no ar que respiram – fato que poderia ser aproveitado por empresas cujo posicionamento se baseia no respeito ao ambiente, por exemplo. Outro item de destaque indica que os componentes da classe A – isto é, de maior renda –, sentem mais o efeito da poluição sobre suas vidas, implicando em potenciais oportunidades de realçar tal efeito ao ofertar a essa classe algum produto ou serviço relacionado a um apelo de consumo consciente.
Outrossim, tendo a classe C1 apresentado maior disposição para a utilização de meios de transporte mais econômicos e menos poluentes para sua locomoção – fato este impactado pelo fator renda, como demonstrado –, uma implicação observada refere-se à oportunidade de empresas que visam à citada classe em termos de oferecer e realçar o uso de meios alternativos de transporte, como a própria bicicleta, cujo uso em tempos recentes vem aumentando consideravelmente no Rio de Janeiro.



Um comentário em “XLI Encontro da ANPAD – EnANPAD 2017”

  1. Os conceitos sobre termos relacionados à responsabilidade social passaram estão cada vez mais presentes no ambiente que nos cerca, com foco nas discussões em várias áreas da sociedade, em especial no meio acadêmico, empresarial e no setor público. Recentemente, diversos e expressões como “consumo consciente”, “responsabilidade socioambiental” e “sustentabilidade”, entre outras, passaram a ser notadas em profusão, ainda que os consumidores não tenham uma íntegra noção de seu significado ou mesmo do valor relacionado a elas.
    Quando se observam os consumidores mais jovens, nota-se que constituem o grupo com menores preocupações quanto a consumir de forma responsável ou consciente. Tal fato seria explicado por nesse período de vida as pessoas serem mais individualistas, preocupadas em atender suas próprias necessidades. É certo que, para um atendimento pleno das necessidades, seria indispensável haver disponibilidade financeira, capaz de permitir a obtenção de eventuais produtos ou serviços, de forma consciente ou não.
    Tendo em vista essa situação, o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do LCC (Laboratório de Cidades Criativa) tem seu foco direcionado a explorar como um segmento social específico – a juventude – compreende e traduz o conceito e as questões que envolvem as práticas relacionadas ao consumo consciente. Assim, objetiva-se avaliar o consumo socialmente responsável dos jovens universitários cariocas, identificando se a decisão de consumo consciente dos estudantes residentes na cidade do Rio de Janeiro depende da variável sócio-demográfica renda média familiar.
    A partir da avaliação dos resultados diferente inferências estatísticas, verificou-se que poucas afirmativas possuem alguma relação com a variável renda, o que significa dizer que a renda média familiar não é um fator que molda o comportamento de consumo consciente dos jovens. Independente da variável, os jovens, por vezes, se mostram conscientes de que realizar um consumo responsável e sustentável traz inúmeros benefícios para o meio ambiente e a sociedade como um todo.
    Dentre as implicações dos resultados apresentados, destaca-se o fato de que os sujeitos pesquisados demonstram interesse em despender alguns reais a mais a fim de colaborar para um impacto positivo no ar que respiram – fato que poderia ser aproveitado por empresas cujo posicionamento se baseia no respeito ao ambiente, por exemplo. Outro item de destaque indica que os componentes da classe A – isto é, de maior renda –, sentem mais o efeito da poluição sobre suas vidas, implicando em potenciais oportunidades de realçar tal efeito ao ofertar a essa classe algum produto ou serviço relacionado a um apelo de consumo consciente.
    Outrossim, tendo a classe C1 apresentado maior disposição para a utilização de meios de transporte mais econômicos e menos poluentes para sua locomoção – fato este impactado pelo fator renda, como demonstrado –, uma implicação observada refere-se à oportunidade de empresas que visam à citada classe em termos de oferecer e realçar o uso de meios alternativos de transporte, como a própria bicicleta, cujo uso em tempos recentes vem aumentando consideravelmente no Rio de Janeiro.

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