Tecnologia exponencial e os novos desafios da sociedade contemporânea

Boletim Técnico do Senac, v.43, n.3, p.220-229.

Veranise Jacubowski Correia Dubeux (pesquisadora do LCC), Sílvia Borges Corrêa, Daniela Jacques e Simone Terra entrevistam Marcos Cavalcanti,  Doutor em Informática pela Université de Paris XI, professor da COPPE/UFRJ e coordenador dos cursos de pós-graduação Master on Business and Knowledge Management (MBKM) e Web Intelligence & Digital Ambience (WIDA).

2017

Link: http://www.bts.senac.br/index.php/bts/article/view/612

Em busca do ‘final feliz’: a massagem terapêutica de homem para homem e as práticas homoeróticas no Rio de Janeiro

Caderno Espaço Feminino, v.30, n.2, p.333-356

Diego Santos Vieira de Jesus e Henrique de Oliveira Santos

2017

Link: http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/38274/pdf

Mobilidade Urbana: Motivações Intrínsecas à Utilização do Automóvel nos Centros Urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro

Revista ADM.MADE, v.21, n.3, p.40-59

Veranise Jacubowski Correia Dubeux, Marcos Amatucci e Felipe Esteves

2017

Link: http://revistaadmmade.estacio.br/index.php/admmade/article/view/3048

Exame de Qualificação de Mestrado – Marina Band Macedo

Dia: 09/03/2018

Horário: 15h

Estudante: Marina Band Macedo

Título do trabalho: OS OBSTÁCULOS À GESTÃO COLETIVA DE DIREITOS DE ROTEIRISTAS E DIRETORES PELA EXIBIÇÃO PÚBLICA DE OBRAS CINEMATOGRÁFICAS NO BRASIL

Curso: Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa (ESPM-Rio)

Orientador: Prof. Dr. Diego Santos Vieira de Jesus

Membro interno: Prof. Dr. João Luiz de Figueiredo

Suplente interno: Prof. Dr. Fabro Steibel

Membro externo: Prof. Dr. Luís Pessôa (PUC-Rio)

Suplente externo: Prof. Dra. Carla Soares (FGV)

Convidada: Prof. Dra. Karla Gobo (ESPM-Rio)

IGF 2017

Data: 18/12/2017

O pesquisador Fabro Steibel, do LCC, foi o moderador online de um painel sobre Inteligência Artificial e Inclusão no encontro anual do Internet Governance Forum (IGF) de 2017, em Genebra, na Suíça.

Link: https://igf2017.sched.com/mobile/#session:bb032311f9a47380d9ed2ba8e1bf4aca

Os desafios da mobilidade urbana

Por Veranise Dubeux*

 

Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana vem se acirrando cada vez mais em diversos países, e isso não poderia ser diferente no Brasil. A maioria dos grandes centros urbanos em nosso país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos em áreas centrais .

Independentemente das suas tecnologias e das emissões de seus motores, os carros estão ocupando o espaço de transporte disponível nas ruas das cidades, e as vias congestionadas estão a impedir – em vez de promover – a mobilidade das pessoas. Muitas autoridades estão tributando ou restringindo a utilização do automóvel particular em algumas áreas urbanas, em especial nas cidades criativas.

Entre as formas alternativas de mobilidade urbana, a substituição do transporte privado pelo público está no centro deste debate. No entanto, mesmo em países economicamente desenvolvidos e com bons sistemas de transporte público, eficientes e confortáveis, parte importante dos usuários apontou preferência por carros privados.

No Brasil, os problemas de mobilidade urbana estão diretamente relacionados ao aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização dos coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação.

Nos últimos anos, o aumento do número de veículos automotores no Brasil foi dez vezes maior do que o da sua população. Enquanto a população cresceu em 12,2% numa década, o aumento do número de veículos motorizados foi de 138,6%, de acordo com o Observatório das Metrópoles.

Uma saída poderia ser a ampliação de debates sobre a regulamentação de ações públicas para mobilidade urbana, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações e também na investigação do estilo de vida dos brasileiros em vários centros urbanos, para que fosse possível mapear quais são as motivações para a utilização de veículos particulares.

 

* Pesquisadora do Laboratório de Cidades Criativas

A nova era do varejo

Por Isabella Vasconcellos*

 

Muitos apostaram que os livros impressos desapareceriam do mercado com a chegada do e-book, mas a venda de livros aumentou.

Agora alguns críticos, diante da crise econômica e do crescimento constante de dois dígitos do e-commerce nos últimos anos, apostam pelo fim completo das lojas físicas. Será verdade?

Surge então a “Nova Era do Varejo”, que não mais vende mercadoria, tarefa mais fácil realizada pelo e-commerce, mas proporciona “experiências” ao consumidor. Este é o grande desafio: otimização dos processos, redução dos custos operacionais e encantamento do consumidor, proporcionando coisas difíceis de encontrar no ambiente virtual.

Voltamos à exploração dos sentidos da visão, audição, olfato, tato no contato direto com o produto e experimentação do sabor ou da funcionalidade.

Lojas como o Amazon Go oferecem conveniência ao consumidor sem qualquer funcionário na área de vendas. Lojas de maquiagem permitem à consumidora a experimentação dos produtos, aplicando virtualmente os produtos escolhidos sobre o rosto da cliente. O mesmo acontece por meio de experimentadores virtuais em lojas de roupa, que “vestem virtualmente“ a consumidora. O aroma da loja que atribui valor à marca, a música ambiente compatível com o estilo do consumidor, a oportunidade de experimentar um vinho, testar um eletrodoméstico ou vídeo game no ponto de venda são diferenciais que até o momento só podem ser explorados  presencialmente.

Várias empresas de varejo contrariam os mais pessimistas investindo no desenvolvimento de experiências para atrair o consumidor ao ponto de venda.

A joalheria Tiffany & CO em NY oferece a experiência de café da manhã similar à da atriz Andrey Hepburn, retratada em filme de 1961, por apenas US$ 29. Os turistas fazem fila no restaurante.

Walmart oferece, em várias de suas 5 mil lojas, 20 mil “festas de final de ano”, com a presença de Papai Noel e demonstração de brinquedos com o objetivo de atrair compradores.

A Natura abre lojas e compra a rede de mais de 3 mil lojas da The Body Shop no mundo todo.

A Via Varejo investe no desenvolvimento da “loja smart”, que demanda menos funcionários, oferece mapas de calor de movimentação de clientes para identificar as categorias de produtos mais procurados e, por tecnologia, identifica clientes que já fizeram pesquisas de produtos em seus celulares e desenvolve ofertas mais direcionadas por meio de seus vendedores.

A Aveia Quaker inaugurou em São Paulo sua primeira loja flagship para oferecer ao consumidor uma experiência com o produto no restaurante em que ministrará aulas especiais, com receitas contemporâneas, sob o comando da chef Morena Leite.

A Dreamscape Immersive, em conjunto com Steven Spielberg e três estúdios, abre sua primeira loja de Realidade Virtual num shopping de Los Angeles para oferecer ao consumidor uma experiência virtual única. A tecnologia permite que várias pessoas interajam em um único ambiente de realidade virtual com o uso de 16 câmeras e sensores nas mãos e pés de até seis usuários.

É a hora de o varejo revolucionar e se diferenciar, oferecendo ao consumidor a experiência do “consumo participativo”.

 

* Pesquisadora do Laboratório de Cidades Criativas.