Economia criativa, inovação e resistência: os artistas induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2018

Por Diego Santos Vieira de Jesus*

 

Criado em 1986, o Rock and Roll Hall of Fame, localizado em Cleveland (Ohio, EUA), reconhece e registra a história de profissionais criativos ligados ao setor da música, como cantores e bandas que tiveram influência e importância para o desenvolvimento e a perpetuação do rock and roll e do pop, bem como produtores e empreendedores que influenciaram a indústria musical. Alguns artistas são induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame na categoria “Primeiras Influências”, pois a música produzida por eles é anterior ao rock and roll, mas sua música teve impacto sobre o desenvolvimento do estilo.

 

Incluindo profissionais cujo primeiro álbum tenha sido lançado há pelo menos 25 anos em relação à data de sua indução, o conjunto de cantores e bandas no Rock and Roll Hall of Fame abarca de Buddy Holly e Elvis Presley a Michael Jackson e Madonna. Em 2018, vão se juntar a esse grupo Bon Jovi, Dire Straits, The Cars, The Moody Blues, Nina Simone e Sister Rosetta Tharpe, escolhidos por meio de uma votação formada por músicos, jornalistas e personalidades da indústria da música, além de uma seleção aberta ao público na internet. Cada um dos selecionados para 2018 teve um papel fundamental não só na definição da indústria da música, mas também de outras indústrias criativas interligadas.

 

Recebendo mais de um milhão de votos do público – que conta como um voto no julgamento geral –, o Bon Jovi veio se constituindo como uma das bandas mais influentes do rock and roll. O grupo de Nova Jersey aproximou o rock and roll do pop melódico e assim conquistou, desde a década de 1980, uma legião de fãs que comprou seus álbuns e lotou estádios em turnês da banda e festivais ao redor do mundo para assistir a seus shows, repletos de clássicos que vão de “Livin’ on a prayer” a “It’s my life”, além de românticas como “I’ll be there for you” e “Always”. O sucesso do Bon Jovi ao investir em uma sonoridade mais romântica fez com que muitos fãs da música pop – em especial mulheres – aproximassem-se do rock and roll – frequentemente visto como um estilo musical mais próximo do gosto masculino – e gerou uma série de bandas que tentaram reproduzir seu estilo, como Europe e Warrant.

 

Como o Bon Jovi, o Dire Straits investiu pesadamente no desenvolvimento de material audiovisual, tornando-se pioneiro na produção de videoclipes que eram veiculados pela MTV. O clipe de “Money for nothing”, por exemplo, ganhou destaque pela aplicação de efeitos de computação gráfica, inovadores para a década de 1980. A banda britânica, formada no fim da década de 1970, consolidou-se produzindo uma sonoridade mais leve, que contrastava com a predominância do punk rock naquela época.

 

Surgidos do new wave na mesma época, The Cars foram pioneiros na fusão do rock and roll – em especial o minimalismo punk, as texturas de guitarra do art rock e o revival do rockabilly – com o pop baseado em sintetizadores. Além das mudanças em termos da produção da música, a banda norte-americana trouxe inúmeras contribuições ao audiovisual, ao consolidar o videoclipe como um suporte para a divulgação de álbuns e canções e uma forma de arte. O clipe de “You might think” foi o vencedor do prêmio de “Melhor Vídeo do Ano” no primeiro MTV Video Music Awards, em 1984.

 

Conhecidos por “álbuns conceituais”, os britânicos do The Moody Blues eram uma banda de rhythm and blues, formada na década de 1960, mas posteriormente se tornaram renomados a partir de uma transição para a música psicodélica. O som orquestral do grupo de Birmingham fundia-se ao rock and roll, colocando-os como pioneiros no desenvolvimento do art rock e do rock progressivo. Músicas como “Go now”, “Question” e “Nights in white satin” tornaram a banda internacionalmente conhecida.

 

Nina Simone era pianista, cantora, compositora e ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos, mostrando como a indústria criativa da música abria espaço para a resistência e a denúncia da opressão contra grupos sociais. Depois de ser rejeitada em escolas prestigiadas para estudar música por conta da discriminação racial, Simone transitou por diferentes estilos, como o jazz, a música clássica, o blues, o folk, o rhythm and blues, o gospel e o pop. Hits mundiais como “My baby just cares for me” e “To love somebody” estão em seus mais de 40 álbuns, que compõem a obra de uma das artistas mais influentes do século XX.

 

Com grande popularidade entre as décadas de 1930 e 1940, Sister Rosetta Tharpe – que recebeu a indução ao Rock and Roll Hall of Fame como “Primeiras Influências” – foi cantora, compositora e guitarrista de música gospel. Ela combinava a virtuosidade de guitarrista – clara em seus solos de guitarra – com letras espirituosas. As letras gospel de suas músicas combinavam-se a elementos do blues e do country, que futuramente viriam a constituir o rock and roll. Mostrando mais uma vez como a indústria criativa da música funciona como espaço de transgressão, Tharpe questionou as fronteiras entre o sagrado e o secular, apresentando sua música em clubes noturnos e salões de baile acompanhada por big bands.

 

Mais do que serem grandes influências musicais para gerações de artistas do rock and roll e de outros ritmos, os artistas induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2018 provam como a indústria criativa da música não é apenas um espaço de geração de riqueza, mas também de inovação e de contestação social.

 

* Coordenador do Laboratório de Cidades Criativas da ESPM-Rio.

An Evaluation of Innovation and Intellectual Property Policies in Brazil

International Journal of Cultural and Creative Industries, v. 4, n. 2, p. 78-91

Daniel Kamlot e Diego Santos Vieira de Jesus

2017

Link: http://www.ijcci.net/index.php?option=module&lang=en&task=pageinfo&id=233&index=8

PENSACOM Brasil 2017

Data: 12/12/2017

Os pesquisadores do LCC Patricia Reis e Diego Santos apresentaram a comunicação oral “Da Cidade Olímpica à Cidade do Medo: os efeitos da crise político-econômica sobre a Marca Rio”, na Conferência “Pensamento Comunicacional Brasileiro (Pensacom) 2017: Das Indústrias Culturais às Indústrias Criativas”, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom). A apresentação ocorreu no  GT 7: Comunicação e Mercado. SESC São Paulo, São Paulo.

Trabalho Integrado III – Ponta do Curral do Banco Opportunity

Curso: Graduação em Publicidade e Propaganda (ESPM Rio)

Orientandos:

Grupo Alto Padrão – Turma A

  • Beatriz Gloria Hossmann
  • Daniel Andrade Floriano
  • Joao Santana Lima Neto
  • Julia da Silva Mendes
  • Renata Massarani Megre Wanderley

Grupo Projeto Curral – Turma B

  • Ana Clara Gomes Da Silva Freitas
  • Beatriz Garcia Gomide
  • Gabriel De Almeida Pereira Vasconcellos

Orientadora: Patrícia Cerqueira Reis

Status: Concluído

A situação política em Honduras e a atuação internacional do Brasil

A pesquisadora do LCC Karla Gobo concedeu uma entrevista para o Programa Cultura na Mesa, da Rádio Cultura de Porto Alegre, sobre a situação política em Honduras e a atuação internacional do Brasil.

Rádio Cultura (Porto Alegre), 11/12/2017

Link: https://www.mixcloud.com/Cultura1077/08122017-cultura-na-mesa/

 

Estudantes da ESPM Rio no projeto Ponta do Curral

Data: 11/12/2017

Com a orientação da professora da ESPM Rio e coordenadora do LCC, Patricia Reis, estudantes do terceiro período do curso de Publicidade e Propaganda de 2017.2 tiveram como desafio aproximar o Projeto Imobiliário Ponta do Curral, de propriedade do Banco Opportunity, da comunidade de Valença, na Bahia. A atividade fez parte da disciplina Projeto Integrado III.

Ponta do Curral é um projeto voltado para a classe alta de ocupação territorial de baixo impacto ambiental e de grande impacto no desenvolvimento sociocultural da região. O projeto propõe a utilização de profissionais e o consumo de produtos em um raio de no máximo 20km, assim como, prevê a capacitação para qualificação da mão de obra local. Os estudantes tiveram o desafio de comunicar as características do projeto à população local sem perder a identidade de uma marca voltada para o público classe A.

Dois grupos tiveram empate técnico diante da alta qualidade dos trabalhos apresentados e foram contratados pelo Opportunity para implementarem de fato o trabalho elaborado. Os estudantes terão, assim, a chance de dar seus primeiros passos no mercado de trabalho.

Link: https://lccespm1.wpengine.com/2017/12/11/trabalho-integrado-iii-ponta-do-curral-do-banco-opportunity/

Coleção “Cidades Criativas”, da Editora Prismas

A Coleção Cidades Criativas tem como objetivo divulgar obras que tragam reflexões sobre aspectos políticos, socioeconômicos e culturais das cidades criativas, expressão comumente utilizada em referência a espaços urbanos nos quais a articulação entre atividades sociais e artísticas, indústrias criativas e ações governamentais foi capaz de gerar efervescência cultural que capta talentos, amplia a diversidade social e intensifica o potencial inovador de empresas e instituições.

A criatividade de uma cidade é vista em diversos campos que vão além dos setores criativos. A administração pública, por exemplo, pode estimular inovações sociais com criatividade em áreas como saúde, educação, segurança pública e mobilidade urbana. As cidades criativas reúnem cultura – relacionada à identidade urbana, ao patrimônio e aos padrões de consumo no território -, comunicação – os meios físicos e tecnológicos que promovem a interação entre as pessoas e mitigam os conflitos – e a cooperação, compreendida em sentido amplo como o reconhecimento pleno das riquezas trazidas pelas diferenças socioculturais.

A presente coleção promove a integração entre obras relacionadas às áreas de Administração, Comunicação Social, Design, Economia, Geografia, Antropologia, Sociologia, Planejamento Urbano e Regional, Políticas Públicas, Estudos Étnicos e Estudos de Gênero e Sexualidades. A finalidade é estimular o debate interdisciplinar acerca das dinâmicas políticas, econômicas e socioculturais que caracterizam as cidades criativas na contemporaneidade.

Link: http://editoraprismas.com.br/departamento/506903/Colecao-Cidades-Criativas

Diretor-científico:
Prof. Dr. Diego Santos Vieira de Jesus (ESPM-Rio)

Consultores científicos:
Prof. Dra. Adriane Figueirola Buarque de Holanda (ESPM-Rio/UVA)
Prof. Dra. Ana Christina Celano Teixeira (IBMEC / FGV-Rio)
Prof. Dra. Carla Danielle Monteiro Soares (FGV-Rio)
Prof. Dr. Daniel Kamlot (ESPM-Rio)
Prof. Dr. Fabro Steibel (ESPM-Rio)
Prof. Dr. Fernando Padovani (UERJ)
Prof. Dra. Isabella Moreira Pereira de Vasconcellos (ESPM-Rio)
Prof. Dr. João Renato de Souza Coelho Benazzi (UERJ / PUC-Rio)
Prof. Dra. Livia Barbosa (PUC-Rio)
Prof. Dr. Luís Pessôa (PUC-Rio)
Prof. Dra. Patricia Cerqueira Reis (ESPM-Rio)
Prof. Dr. Rafael Moreira Guimarães (IBMR)
Prof. Dra. Veranise Jacubowski Correia Dubeux (ESPM-Rio)